Criminosos estão se passando pela Receita Federal em mensagens fraudulentas sobre a restituição do Imposto de Renda. O golpe da vez tenta enganar contribuintes com e-mails que imitam a comunicação oficial do órgão, contendo links ou anexos maliciosos que levam a sites falsos para roubo de dados pessoais e bancários. A Receita e especialistas alertam, porém, que se o contribuinte tem valores a receber, eles serão depositados diretamente na conta informada na declaração do IR, de acordo com o cronograma. O órgão federal não envia links e nem solicita dados por mensagens pela internet – saiba ao final da matéria como identificar.

Golpistas enviam e-mails falsos sobre restituição do IR; saiba identificar

Como funciona o golpe

A Receita Federal, no entanto, não envia e-mails com links, anexos ou solicitações para acessar páginas externas não oficiais. “A Receita Federal não faz contato por e-mail, SMS, WhatsApp, Telegram ou redes sociais para tratar de pendências com o CPF ou com a declaração do IR. O canal oficial de comunicação é sempre formal, geralmente por carta registrada com aviso de recebimento enviado pelos Correios. E mesmo nessa correspondência, jamais será solicitado que o cidadão acesse sites”, alerta Cavalcanti.

Toda comunicação é feita por meio do Portal e-CAC e do gov.br/receitafederal.
Qualquer outro link ou plataforma informada deve ser vista com desconfiança.

André Cavalcanti, sócio da Valore Contabilidade & Consultoria

Criminosos também simulam endereços de e-mail oficiais do órgão para aplicar fraudes. No final de abril, a Receita Federal também fez um alerta sobre uma nova tática dos golpistas, chamada de spoofing, que manipula o remetente da mensagem para tentar dar credibilidade às mensagens e enganar os contribuintes, usando inclusive e-mails reais da Receita, como atendimentorfb.08@rfb.gov.br.

Como se proteger

Caso receba uma mensagem suspeita, não interaja: não responda, não clique em links e jamais realize pagamentos, trata-se de um golpe, alerta a Receita Federal e o especialista. Ao receber qualquer mensagem suspeita, seja por e-mails, SMS, WhatsApp e redes sociais, o ideal é que o contribuinte marque-a como spam/lixo eletrônico e ignore o conteúdo.

Fonte: Terra Economia